O termo liturgia vem do grego leitourgia. Em sua origem o termo indicava a obra, a ação ou a iniciativa assumida livremente por um particular (indivíduo ou família) em favor do povo.
Existem as traduções gregas de liturgia para o antigo testamento (AT) e para o novo testamento (NT). No primeiro caso é uma tradução que indica serviço religioso prestado pelos levitas a Javé. Estes serviços eram prestados em dois lugares especiais: primeiramente na tenda e depois no templo. Tinha o sentido de culto público e oficial de acordo com as leis cultuais. No segundo caso o termo liturgia não aparece como culto, a exceção de At 13, 2 “Certo dia, eles estavam fazendo uma reunião litúrgica com jejum, e o Espírito Santo disse: ‘Separem para mim a Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. O fato de o termo não aparecer como culto é porque nos primeiros tempos o termo estava demasiadamente ligado ao culto do sacerdócio levítico, que não tinha mais lugar no NT.
Com o passar do tempo e o crescimento e desenvolvimento do cristianismo a liturgia sofreu algumas transformações. Estas transformações foram acontecendo devido a influências sofrida nos dois milênios teológicos. No primeiro milênio a liturgia era a fonte da teologia e no segundo a teologia começa a ser lecionada nas escolas dentro de uma relação mestre discípulo.
A partir do Concílio Vaticano II, com o documento Sacrosanctum Concilium (SC), há o que chamamos de reforma litúrgica. Esta reforma ocorreu por causa do Movimento Litúrgico iniciado no século XIX pelo abade Proper Guíranger. Mas, o movimento propriamente dito começa no início do século XX com a reformulação do âmbito litúrgico elaborado por Pio X, valorizando o domingo como sendo o dia da celebração pascal.
O documento SC aponta para alguns horizontes no que diz respeito à celebração litúrgica. A liturgia presencializa a história da salvação através de gestos sacramentais e nos torna presente a história da salvação que se dá através de símbolos. A Igreja perpetua a ação de Cristo na celebração. A liturgia fonte e cume da vida cristã, pois, na liturgia se manifesta o que é a Igreja, a Eucaristia faz a Igreja e vice-versa. A função sacerdotal de Cristo nos leva à questão da presença múltipla de Cristo na Igreja. Cristo está presente na liturgia, no ministro, nas espécies eucarísticas (pão e vinho), por força do Espírito Santo, pela palavra e está presente no cantar e no orar.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
quarta-feira, 2 de junho de 2010
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Poema 15 (Pablo Neruda)
Me gusta cuando callas PORQUE Como estás ausente
y me Oyes Desde lejos y mi Voz Não te toca,
Parece Que los ojos se te hubieran Volado
y un beso Parece Que te cerrara la bo - oca.
Me gustas cuando callas y estás Como Distante
Como estás y en arrullo quejándote mariposa,
y me Oyes Desde lejos y mi alcanza Voz Não te
Que tu me Déjame con calle el silencio - Uyo.
Déjame te Que también Hable con tu silencio
Claro Como una Lámpara anillo simples Como un,
te pareces a la noche y constelada callada
tu silencio es la estrella y tan lejano Senci - illo.
Me gustas cuando callas PORQUE Como estás ausente
Distante y dolorosa Como si hubieras muerto,
entonces una palabra, una sonrisa Bastan
y estoy alegre, alegre de Cierto mar Que softwares Antigos,
entonces una palabra, una sonrisa Bastan
y estoy alegre, alegre de Cierto mar softwares Antigos Que.
terça-feira, 22 de setembro de 2009
LITURGIA DO SILÊNCIO (Rubem Alves)
"Muitos anos atrás, passei uma semana num mosteiro na Suíça, Grands Champs. Eu e algumas outras pessoas ali estávamos para, juntos, escrever um livro. Era uma antiga fazenda. Velhas construções, não me esqueço da água no chafariz onde as pombas vinham beber. Havia uma disciplina de silêncio não total, mas, de uma fala mínima. Só falar quando a fala fosse melhorar o silêncio. Isso me deu enorme prazer às refeições. Não tinha a obrigação de manter uma conversa sem pé nem cabeça com meus vizinhos de mesa. Podia comer pensando na comida. Não ter obrigação de falar é uma felicidade. Fui então informado de que parte da disciplina do mosteiro era participar da liturgia três vezes por dia: às 7 da manhã, ao meio-dia e às 6 da tarde. Estremeci. Tenho horror a sermões. Mas me conformei.
O lugar sagrado era um velho celeiro, todo de madeira, teto muito alto. Escuro. Haviam aberto buracos na madeira, ali colocando vidros de várias cores. Era uma atmosfera de luz mortiça, iluminada por algumas velas sobre o altar, uma mesa simples com um ícone oriental de Cristo. Uns poucos bancos arranjados em “U” definiam um espaço vazio, no centro, onde quem quisesse podia se assentar numa almofada, sobre um tapete. Cheguei alguns minutos antes da hora marcada. Era um grande silêncio. Muito frio. Nuvens escuras cobriam o céu e corriam, levadas por u vento impetuoso que descia dos Alpes. A força do vento era tanta que o velho celeiro torcia e rangia, como se fosse um navio de madeira num mar agitado. O vento batia nas macieiras nuas do pomar e o barulho era como o de ondas que se quebram.
Estranhei. Os suíços são sempre pontuais. A liturgia não começava. E ninguém tomava providências. Todos continuavam do mesmo jeito, sem nada fazer. Ninguém que se levantasse para dizer: “Meus irmãos, vamos cantar o hino”. Cinco minutos, dez, quinze. Só depois de vinte minutos é que eu, estúpido, percebi que tudo já se iniciara vinte minutos antes. As pessoas estavam lá para e alimentar de silêncio também. Silêncio tem gosto bom. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz o silêncio dentro, a gente começa a ouvir coisas que não ouvia. Eu comecei a ouvir. Fernando Pessoa conhecia a experiência e referiu-se a algo que se ouve nos interstícios das palavras, no lugar onde não há palavras. A música acontece no silêncio. É preciso que todos os ruídos cessem. No silêncio, abrem-se as portas de um mundo encantado que mora em nós – como no poema de Malharmé, “A catedral submersa” que Debussy musicou.
A alma é uma catedral submersa. No fundo do mar, quem faze mergulho sabe, a boca fica fechada. Os poetas conhecem essa experiência. “Nosso olhar é submarino”, escreveu T. S. Eliot. “Olhamos para cima e vemos a luz que se fratura através de águas inquietas...” Submarino também era o olhar de Cecília Meireles: “(...) e no fundo dessa fria luz marinha nadam meus olhos, dois baços peixes, à procura de mim mesma”. Para mim, Deus é a beleza que se ouve no silêncio"
sábado, 18 de abril de 2009
ORDENAÇÃO PRESBITERAL
A Congregação Estigmatina, a paróquia São Gaspara Bertoni, minha família e eu temos a honra de convidar você, sua família e sua comunidade para participarem da Celebração Eucarística na qual serei ordenado presbítero pela oração da Igreja e imposição das mãos de Dom Antônio Alberto Guiamarães Rezende, bispo emérito de Caetité-BA. A celebração acontecerá no dia 02 de maio de 2009 às 19:00h na Igreja de São Jerônimo, em Belo Horizonte-MG.
sexta-feira, 7 de novembro de 2008
Barack Husseim Obama: a vitória do novo (Memélia Moreira de Orlando [EUA])
Nascido no Havaí há 47 anos, de mãe branca e pai negro do Quênia, Barack Husseim Obama chega à presidência do país mais poderoso do mundo.
"Não sou um candidato negro. Sou senador do Estado de Illinois disputando a presidência dos Estados Unidos da América." Com essa resposta, dita há cerca de 18 meses, Barack Husseim Obama começou a trilhar o caminho da vitória nas urnas. Foi naquele momento, quando um jornalista (branco) que lhe perguntara sobre significado da candidatura de um negro, num país de brancos que ele traçou o perfil de uma candidatura que continha todos os ingredientes para se tranformar em mais uma disputa étnica. E assim se impôs também diante dos negros que, tão racistas quanto os brancos, pretendiam ir à forra com a possibilidade de vitória de Obama.
Nascido no Havaí há 47 anos, de mãe branca e pai negro do Quênia, Barack Husseim Obama, do Partido Democrata e representante de Illinos no Senado vem fazendo história no seu país há 21 meses, desde quando decidiu se candidatar contra a poderosa senadora pelo Estado de Nova York Hillary Rodham Clinton, ex-primeira dama por oito anos.
A audácia parecia excessiva. Afinal de contas, além de negro, num país onde o racismo continua presente, Obama ia lutar contra a máquina dos Clinton dentro do Partido Democrata. Máquina que há anos decide quem pode e quem não deve ser candidato pelos democratas. Mas o negro não se intimidou e sequer deixou que os correligionários usassem o tom de sua pele na campanha. Contra ou a favor. Sua primeira vitória foi isolar essa cor que parece estigma nos EUA.
Quando venceu as primárias da Carolina do Sul, descobriu que até mesmo dentro do seu partido, que tem fama de esquerda, o racismo não tem fronteiras. Ao comentar a vitória de Obama sobre a concorrente, o ex-presidente Bill Clinton fez um comentário carregado de preconceitos. Carolina do Sul é um Estado com uma grande população de negros e Clinton, com uma indisfarçável dor de cotovelo por ver a derrota de sua esposa, disse: "É, Jesse Jackson também ganhou em Caroliona do Sul". Jesse Jackson é negro e, em 1992, disputou as primárias do Partido Democrata contra Bill Clinton.
Menos de uma semana depois, Clinton desculpou-se da grosseria. Àquela altura, Obama já vinha conquistando mais e mais democratas. A primeira grande conquista aconteceu em 28 de janeiro. Dois dos mais ilustres representantes do clã Kennedy, o senador Edward Kennedy e a filha do presidente John Kennedy, Caroline, declararam apoio a Obama. A partir daí, o garoto que cresceu entre as areias do Havaí e a ditadura de Suharto, na Indonésia, foi colecionando troféus e arrecadando fundos de campanha que atingiram 695 milhões de dólares.
Dizer que ele inicia uma nova era nos Estados Unidos é chover no molhado, tal a evidência. Mais do que isso, Obama não terá aqueles famosos "cem dias" de trégua concedidos a presidentes eleitos. Logo depois da valsa que vai dançar com sua mulher Michelle Obama, ainda de ressaca da festa da noite da posse, o novo presidente terá a tarefa hercúlea de tentar salvar os Estados Unidos a cada dia mais próximo do precipício.
E o conselho a ser dado aos futuros assessores do novo presidente é: cheguem cedo. Obama não deixa ninguém calado em reuniões, é detalhista e não gosta muito que atrasem as tarefas distribuídas.
E, do Nirvana, onde se encontra, um outro Husseim, o Saddam deve estar rolando de rir com as ironias do destino...
Fonte: www.brasildefato.com.br
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