quinta-feira, 6 de junho de 2013

LUCAS 15, 3-7

Este evangelho de hoje pertence ao capítulo 15 (quinze) do Evangelho de São Lucas. O capítulo 15 de Lucas é o centro de toda a sua mensagem, tanto do Evangelho, quanto dos Atos dos Apóstolos, onde o ápice é a parábola do Pai Misericordioso (cf. Lc 15, 11-32). As três parábolas são marcadas pela procura, pela alegria – que em Lucas trata-se da alegria escatológica – e pela espera.
            A narrativa de hoje é a ovelha perdida. Esta narrativa é um convite feito a cada um de nós, que lemos e rezamos este evangelho no dia de hoje, a olharmos pra dentro de nós mesmos e a refletirmos sobre nossas atitudes. E nesta reflexão nos questionarmos: Será que temos coragem de abrir mão daquilo que temos e somos para irmos atrás desse algo mais que Deus tem a nos oferecer? Num primeiro momento a nossa resposta pode ser positiva. Mas, como dizia o saudoso economista Joelmir Beting, “A teoria, na prática, é diferente”, isto é, no momento de colocarmos em prática a nossa resposta, não o fazemos.
            Há que se questionar também por que deixar noventa e nove ovelhas e ir atrás de apenas uma? A resposta é muito simples e, até certo ponto, lógica: é porque esta ovelha que se perdeu é a mais bonita, a mais valiosa aos olhos do dono. Com isto, o evangelista quer nos dizer que para Deus temos um valor imenso, somos belos aos olhos do pai. A parábola não quer dizer que Deus prefere o pecador ao justo, ou que os justos sejam hipócritas. Ela ressalta o mistério do amor do Pai que se alegra em acolher o pecador arrependido ao lado do justo que persevera. Não devemos esquecer que, em Lucas, a alegria é escatológica, isto é, a alegria de entrarmos todos no Reino de Deus.
            Hoje a Igreja nos convida a celebrarmos a festa do Sagrado Coração de Jesus. Celebrarmos esta festa é lembrarmos que do coração aberto de Jesus jorrou sangue e água em sinal de uma entrega total, uma doação. É lembrarmos também que toda a humanidade está colocada no coração de Jesus, no mais intimo de Deus, de onde só pode sair coisas boas e belas. Nos mostra a beleza de um Deus que se revela a nós na simplicidade das coisas, na beleza do amor de um Deus que nos ama muito. Aprendamos com Jesus o que é o amor. Deixemos que este amor penetre o nosso coração e nos transforme, nos dando vida e força na caminhada. Amém!

segunda-feira, 14 de maio de 2012

ANÁLISE DA BENÇÃO DO ÓLEO DOS ENFERMOS NA QUINTA-FEIRA SANTA, DA FÓRMULA DA UNÇÃO DOS ENFERMOS E DO TEXTO DO CONCÍLIO DE TRENTO (POR JOSÉ BAKIR)

"Ó Deus, Pai de toda consolação,
que pelo vosso Filho
quisestes curar os males dos enfermos,
atendei à oração de nossa fé:
enviai do céu o vosso Espírito Santo Paráclito
sobre este óleo generoso,
que por vossa bondade a oliveira nos fornece
para alívio do corpo,
a fim de que pela vossa santa  bênção
seja para todos que com ele forem ungidos
proteção do corpo, da alma e do espírito,
libertando-os de toda dor,
toda fraqueza e enfermidade.
Dignai-vos abençoar para nós, ó Pai,
o vosso óleo santo,
em nome de nosso Senhor Jesus Cristo.
Que convosco vive e reina
na unidade do Espírito Santo. Amém"
    
     Ao analisarmos a bênção do óleo dos enfermos, percebemos o quão abrangente é seu significado, pois, a cura é mais do que uma simples cura (cf. Mt 25). Com isto se percebe que o cuidado com os enfermos é sinal do Reino de Deus, pertence à missão de Jesus e dos seus seguidores. As curas feitas por Jesus são gestos simbólicos.
     A benção do óleo é introduzida por uma saudação utilizada por São Paulo. É uma fórmula corrente na piedade de Israel que, aqui na benção do óleo dos enfermos, se refere ao Deus que é Pai e que, como pai, consola seus filhos em todos os momentos, inclusive na enfermidade. O que se pede, na benção do óleo, é a cura das enfermidades, mas, acima de tudo que seja feita a vontade do Pai. É preciso recordar que a vontade do Pai é curar e libertar seus filhos. Esta vontade se realiza por meio do Filho que se fez homem e viveu como nós em tudo, menos no pecado. Ao realizar a vontade do Pai, Jesus mostra esta sintonia existente entre ele e o Pai.
     A benção é uma oração de petição. Em Tg 5, 15 a fé dos oficiantes obtém a saúde do doente, que pelo contexto deve ser a saúde corporal. Pode ser que a doença seja efeito de algum pecado, de acordo com a crença antiga (cf. Sl 38, 4-6). Neste caso, por meio do rito, os pecados lhe serão perdoados. A oração da fé (linha 4) não é uma fórmula que acompanha a unção. Trata-se de uma oração comunitária, pois o doente não está isolado da comunidade. É uma oração que pede algo, isto é, pede salvação e, conforme o caso, pede também perdão dos pecados. Quem pede, pede alguma coisa (linhas 5-9) e, no caso da Benção do óleo dos enfermos, se pede a ação do Espírito Santo Paráclito sobre o óleo. É a graça que Deus dá com o objetivo de salvar e reanimar o que está enfermo. Entende-se salvar como algo que diz mais do que a cura física e reanimar é uma palavra que vem da mesma raiz grega que significa ressuscitar.
     A benção do óleo dos enfermos é benção que vem de Deus (linhas 10-14) e, por meio desta, a ação do Espírito Santo sobre todos aqueles que forem ungidos pelo óleo dos enfermos. É benção que é, ao mesmo tempo, proteção do corpo, da alma e do espírito, ou seja, do homem em sua totalidade (linha 12). Nem morte nem lágrimas, mas, a liberdade de toda dor e de todo sofrimento conquistada em Cristo. O messias toma sobre si o sofrimento para poupá-lo a outros, é salvador por amor (linhas 13-14). As curas são muito mais que sinais apologéticos, pois, nelas apareceu a bondade do nosso Deus e Salvador e seu amor pelo homem (cf. Tt 3, 4).
     A fórmula da unção dos enfermos, que tem seu fundamento em Tg 5, 14-15, é a expressão da misericórdia de Deus que é infinita. Quem ministra a unção dos enfermos são os presbíteros, mas, trata-se de algo que é ministrado em nome do Senhor (cf. Tg 5, 14d). Desta forma, procura expressar a força simbólica do sacramento. A graça a ser conferida é a ação do Espírito Santo para que o enfermo seja liberto e salvo na bondade do Senhor.
     O Concílio de Trento vê a oração da fé como um meio de salvação e o alivio de todos os males e tormentos do corpo como a ação do Senhor na vida do enfermo. Isto se dá por meio da ação do Espírito Santo que é quem interage entre o homem e Deus. Esta é a graça a ser conferida, isto é, a ação do Espírito como algo que gere uma vida nova curando o enfermo e perdoando pecados (se tiver). Para Trento é nesta força que vem Deus, por meio do Espírito Santo, que está a consolação e a confirmação da alma do doente, pois, esta vida gerada pela ação do Espírito é algo consolador e confortador, mesmo que o doente venha a morrer.
     Sendo o sacramento da salvação do enfermo como um todo, a Unção dos Enfermos é essencialmente o sacramento da esperança e não do desespero. Requer um ambiente onde vigore a alegria e a serenidade.

BIBLIOGRAFIA:
SHÖKEL, Luis Alonso. Bíblia do Peregrino. São Paulo: Paulus, 2002.
VENDRAME, Calisto. A unção dos enfermos. São Paulo: Paulinas, 1974
BOROBIO, Dionísio. A celebração na Igreja, vol. II. Sacramentos: “Unção dos Enfermos. São Paulo: Loyola, 1993 (pp. 539-614)

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

POR DO SOL EM MORRINHOS-GO

É um belíssimo por do sol que eu registrei em Morrinhos-GO, um final de tarde maravilhoso no interior goiano. Para mim o por do sol é um presente de Deus para a humanidade, sinal da grandiosidade do seu amor por nós. É uma pena que as pessoas não param para ver o por do sol e contemplar a beleza do criador. "Onipotente e bom Senhor, a Ti a honra, glória e louvor" (São Francisco de Assis)

sexta-feira, 17 de junho de 2011

A NECESSIDADE DO CORPO (ADÉLIA PRADO)

Nenhum pecado desertou de mim.

Ainda assim eu devo estar nimbada,

porque um amor me expande.

Como quando na infância

eu contava até cinco para enxotar fantasmas,

beijo por cinco vezes minha mão.

Este é meu corpo,

corpo que me foi dado

para Deus saciar sua natureza onívora.

Tomai e comei sem medo,

na fímbria do amor mais tosco

meu pobre corpo

é feito corpo de Deus.

sábado, 11 de junho de 2011

ORAÇÃO EM LÍNGUAS

CANTO DE UM POVO DE UM LUGAR (Caetano Veloso)

"Todo dia o sol levanta
e a gente canta
ao sol de todo dia

Fim da tarde a terra cora
e a gente chora
porque finda a tarde

Quando a noite a lua mansa
e a gente dança
venerando a noite

Madrugada, céu de estrelas
e a gente dorme
sonhando com elas"

quinta-feira, 19 de maio de 2011

QUANDO LER A BÍBLIA

Quando estiver ansioso e impaciente: Mt 6, 25-34; 10, 26-31; Rm 5, 3-5; Fl 4, 6-7; Hb 6, 13-20; Tg 5, 7-11; 1Pd 1, 3-5; 5, 6-7

Quando estiver preocupado: Mt 6, 19-21; Jo 14, 1-14; 1Tm 6, 6-10; Hb 13, 5-6; Ap 21, 1-8

Quando estiver inseguro: Fl 4, 10-20; 1Jo 3, 19-24

Quando estiver com medo: Lc 8, 22-25; Jo 14, 27; 16, 33; Rm 8, 1.31-39; 1Jo 4, 13-18

Quando estiver com medo de testemunhar sua fé em Jesus: Mt 5, 11-22; 10, 16-20; Rm 10, 8-15

Quando estiver com medo da morte: Jo 6, 35-40; Rm 8, 18-39; 1Cor 15, 35-37; 2Cor 5, 1-10; 2Tm 1, 8-10

Quando estiver se sentindo solitário: Mt 28, 20; Jo 14, 15-31; 1Pd 5, 7

Quando estiver angustiado e sofrendo: Rm 8, 31-39; 2Cor 1, 3-6; 4, 16-18; 12, 7-10; Tg 1, 2-4; Ap, 2, 10

Quando estiver doente: Rm 5, 1-5; Tg 5, 14-15; 1Pd 5, 10-11

Quando estiver enfrentando uma situação de doença terminal: Rm 8, 18-30; 2Cor 5, 1-10

Quando sofrendo por causa de um amigo: Jo 11, 25-26; 1Cor 15, 50-58; 1Ts 4, 13-18

Quando estiver passando por uma situação de desgraça total: Rm 8, 28

Quando estiver enfrentando uma tentação: Lc 4, 1-13; Rm 12, 1-2; 1Cor 10, 12-13; Hb 2, 17-18; 4, 14-16; Tg 1, 12-15; 4, 7

Quando estiver sem desejo de adorar a Deus: Ef 3, 16-17; Hb 10, 23-25

Quando estiver tomando decisões: 1Cor 10, 31; Gl 6, 10; Tg 1, 5-8

Quando estiver com raiva: Mt 5, 21-24.44-48; Rm 12, 17-21; 1Cor 13; Ef 4, 26-32; Cl 3, 12-17; Tg 1, 19-20

Quando estiver com o desejo de vingar-se: Mt 5, 38-42; Rm 12, 17-21

Quando estiver com inveja: Tg 3, 13-18

Quando estiver se sentindo culpado: Mt 6, 14-15; Lc 15; Jo 6, 37; Hb 4, 14-16; 1Jo 1, 5-2, 2

Quando estiver pensando que Deus abandonou você: Fl 4, 10-13; Hb 10, 19-25

Quando estiver enfraquecido em sua fé em Deus: Mt 7, 7-12; Lc 17, 5-6; Jo 20, 24-31; Rm 4, 13-25; Hb 11, 1; 1Jo 5, 13-15

Quando estiver cansado e desanimado: Mt 11, 25-30; 2Ts 3, 16; Hb 4, 1-11; 11, 12-13

Quando deprimido: Jo 3, 14-17; Ef 3, 14-21

Quando estiver desencorajado ou desestimulado: Rm 15, 13; 2Cor 4, 16-18; Fl 4, 10-13; Cl 11, 9-14; Hb 6, 9-12;

Quando estiver sentindo-se frustrado: Mt 7, 13-14

Quando estiver sentindo-se rejeitado: Mt 9, 9-13; Lc 4, 16-30; Jo 15, 18016, 4; Ef 1, 3-14; 1Pd 2, 1-10

Quando estiver sobrecarregado: Mt 11, 25-30; 2Cor 6, 3-10; Ap 22, 17

Quando estiver procurando o caminho para o céu: Jo 3, 1-21; Rm 1, 16-17; 5, 1-11; 6, 20-23, 10, 5-13;Ef 1, 3-14; 2, 8-9

Quando estiver querendo saber como orar: Mt 6, 5-15; 7, 7-11; Mc 14, 36; Jo 15, 7; Fl 4, 6-7; 1Ts 5, 17; 1Jo 5, 14-15

Quando estiver agradecido pelas bênçãos de Deus: 1Ts 5, 16-18